Sobre as ilhas...

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Fotos dos Açores

 

Faial

" Em frente ao Pico, separada por um estreito, ergue-se paralela a ilha do Faial, como se fosse sua irmã gémea.

Denominada em mapas antigos como a ilha da Ventura, a ilha do Faial é formada por um único vulcão, o Cabeço Gordo, de 1.043 m de altura, cujas encostas descem suavemente até formarem o contorno pentagonal que a ilha tem.

De terras férteis, coberta de vastas pradarias, recortadas por quilómetros de hortênsias, esconde no seu interior uma perfeita cratera que cai quase na vertical até uma profundidade de 400 m, revestida com a sua antiga vegetação de cedros, zimbros, fetos e musgos.

 

A cidade da Horta, a leste da ilha, ergue-se entre a baía de Porto Pim, enseada engastada entre as muralhas de São Sebastião e o Monte da Guia, e a ampla baía do porto, presidida pelo Castelo de Santa Cruz.

Quando, em 1755, o descobridor inglês James Cook ancorou na baía de Porto Pim, a Horta, fundada pelo flamengo Josse Van Huerter, já tinha uma certa fama de cidade próspera e mercantil.

Assolada, nos seus primeiros anos de vida, por corsários e piratas, converteu-se, com o rodar dos anos, em porto de escala e abastecimento das companhias baleeiras da Nova Inglaterra, que reforçavam aqui as suas tripulações com experientes marinheiros açoreanos.

Também foi o local de repouso de missionários carmelitas, franciscanos e jesuítas da América e do Oriente, responsáveis pela magnificência das igrejas e conventos que dominam a cidade.

Com a construção do cais do porto, em meados do século XIX, começaram a chegar os barcos a vapor para carregarem o carvão necessário para a travessia do Atlântico.

Quando, em 1893, se começaram a instalar os novos cabos telegráficos submarinos, a Horta converteu-se em eixo de comunicações entre a África, Europa e América.

Anos mais tarde, foi testemunha dos primeiros voos transoceânicos que usavam a sua baía para amarar.

 

Hoje, a Horta é a Meca e lugar de encontro dos lobos do mar que, com os seus iates à vela, procuram aqui o descanso na sua viagem pelo Atlântico. Por tradição, deixam uma pintura alusiva à sua embarcação no molhe da Marina, que se converteu numa impressionante galeria de arte ao ar livre.

 

 

No outro extremo da ilha, na costa oeste, perto de Varadouro, zona balnear inserida numa bela e ampla enseada, encontra-se a Ponta dos Capelinhos, onde, em 1957/58, surgiu, numa erupção submarina, o último vulcão açoreano.

Campos e casas foram cobertos por cinzas e o local ficou transformado numa paisagem desértica. Hoje, as ruínas do farol erguem-se entre terras desoladas, como recordação do desastre. "